Alunos da Licenciatura realizam ação extensionista do “Clube de Ciências”
Alunos do 4º semestre de Licenciatura em Ciências naturais (habilitação em Física e Química) realizaram atividade extensionista da disciplina “Projeto integrador 2”, componente curricular voltado a integração de conteúdos e temas do curso e também voltada a curricularização da extensão. Sob a coordenação dos docentes: José Roberto Serra Martins e Lucas Labigalini Fuini, o projeto teve como base a proposta de um “Clube de Ciências’, articulando elementos como: alfabetização e descoberta científica, problematização e aprendizagem por experimentos. Os experimentos foram montados, testados e apresentados ao públicos nos Laboratórios de Ciências/Química 1 e 2 (Bloco A), durante o “IF de Portas Abertas-Noturno”, que contou com a visita de estudantes das escolas SENAC-São João e E.E. Padre Josué Silveira de Mattos, de São João da Boa Vista.
O “Clube de Ciências” reuniu um total de 4 projetos articulados a conteúdos estudados no ensino médio, considerando a perspectiva inter e multidisciplinar e a integração Ensino-Pesquisa e Extensão por meio de metodologias ativas e da curricularização da extensão. A seguir os projetos e experimentos apresentados:
Teste de Chamas
Estudantes responsáveis: Ana Flávia Marcomini, Joao Octávio Azevedo Silva, Monique Pacheco dos Santos
É um procedimento utilizado na Química e também na Física para detectar a presença de alguns íons metálicos, baseado no espectro de emissão característico para cada elemento. O teste envolve a introdução da amostra numa chama e a observação da cor resultante. As amostras geralmente são manuseadas com um fio de platina previamente limpo com ácido clorídrico, para retirar resíduos de analitos anteriores. É utilizado um bico de Bunsen para emissão da chama e é possível perceber nesse experimento elementos como elétrons, camada de valência, nível de energia, radiação, comprimento de onda e espectro do visível.
Cromatografia
Estudantes responsáveis: Bernardo dos Santos Oliveira, Manuela de Paula.
É uma técnica de fácil execução e manuseio. Por isso, é muito utilizada em experimentos de química em feiras de ciências. É um método físico-químico que permite a separação e identificação de compostos apolares, como pigmentos. Neste caso, foram usadas marcas de lápis de cor em um papel que, reagindo com álcool, apresentam alteração conforme o espectro de cores.
Luz Negra
Estudantes responsáveis: Bruna de Cássia Emídio Rodrigues, Raphael dos Santos de Paula.
A luz negra é basicamente radiação ultravioleta combinada com um pequeno percentual de luz visível de cor violeta. Quando a luz violeta incide sobre compostos fosforescentes, tais como o mineral calcita ou o sulfeto de zinco, ela é absorvida, e emite um brilho fraco. Existem diversos usos para a luz negra. Tecidos e orgãos como ossos, unhas e dentes, além de suor e saliva contém compostos fosforescentes que emitem uma pequena quantidade de luz visível quando são expostos aos raios UV.
Enxergando a voz
Estudante responsável: Cassiana Maria Leite de Souza
O som se propaga por meio de ondas mecânicas, ou seja, é transmitido por um meio material e quando nós falamos nossas cordas vocais geram vibrações. Uma boa forma de ver como este fenômeno acontece é com o experimento de enxergar sua própria voz. Os materiais utilizados são uma latinha, uma fita, um cano, uma caneta laser, um balão, um cano de PVC e um CD. Esse projeto tem como objetivo ser uma forma lúdica de como funcionam as ondas sonoras.
O projeto foi apresentado previamente durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e aplicado durante o evento “IF de Portas Abertas - Noturno”. Os estudantes visitantes avaliaram positivamente os experimentos e mostraram bastante interesse em participar e interagir durante as explicações e orientações. Os discentes da Licenciatura também aprovaram e comentaram que foi bastante proveitoso e, por terem planejado e testado previamente, conseguiram desenvolver os projetos e experimentos como esperado. Avaliaram como positivo também o contato com a comunidade externa e a oportunidade de aprender na prática o ofício de professor, apresentando conteúdos específicos da área de formação ao público externo.
Para os docentes coordenadores da disciplina do curso de Licenciatura em Ciências naturais, Prof. José Serra Martins e Lucas Fuini, a “disciplina cumpriu com o que foi planejado no início do semestre, sendo possível realizar estudos prévios, escolha de temas de pesquisa/experimentação; realização e testes de experimentos, produção de material de divulgação e apresentação à comunidade externa, contemplando a tríade Ensino-Pesquisa-Extensão. Desse modo, parabenizam os estudantes pelos trabalhos e agradecem as instituições visitantes pela parceria”.
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